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Gestora de Caso em Apartamentos de Autonomia – Psicólogoa

Aldeias De Crianças SOS


Job Location:

Lisbon - Portugal

Monthly Salary: Not provided by the employer
Posted: 3 October 2026 (23 days ago)
Application Deadline: 31 December 2026
Vacancies: 1 Vacancy

Job Summary

Propósito da Função

O/A Gestor/a de Caso Psicólogo/a assegura o acompanhamento individualizado dos/as jovens acolhidos/as nos Apartamentos de Autonomização desde a admissão até à saída promovendo o seu bem-estar biopsicossocial participação integração e progressiva capacitação para uma vida autónoma.

Assegura a avaliação das necessidades potencialidades e recursos de cada jovem e o planeamento implementação monitorização e avaliação do respetivo percurso individual de autonomização garantindo a participação ativa do/a jovem e a articulação dos diferentes intervenientes internos e externos relevantes para o seu percurso.

No âmbito da sua formação em Psicologia contribui para uma compreensão integrada do desenvolvimento e funcionamento do/a jovem e para uma intervenção ajustada à sua história contexto características e necessidades em coerência com o modelo de intervenção os princípios de salvaguarda e as orientações institucionais da Associação.

Responsabilidades e Tarefas

Cooperação com a Organização Aldeias de Crianças SOS

  • Atuar de acordo com a missão visão valores e princípios orientadores da Organização;
  • Cumprir o Código de Conduta as políticas normas e procedimentos internos aplicáveis;
  • Articular com as diferentes áreas da Organização promovendo uma atuação alinhada integrada e colaborativa;
  • Assegurar os registos e reportes requeridos no âmbito da sua função e prestar a colaboração solicitada a nível nacional ou internacional;
  • Contribuir para uma cultura organizacional assente na cooperação responsabilidade respeito e melhoria contínua.

Salvaguarda Infantil

  • Conhecer cumprir e promover a Política de Salvaguarda Infantil e os procedimentos de proteção em vigor;
  • Adotar uma conduta que salvaguarde a segurança dignidade privacidade direitos participação e superior interesse das crianças e dos/as jovens;
  • Manter limites profissionais adequados e estabelecer relações baseadas no respeito confiança não discriminação e participação do/a jovem;
  • Utilizar e tratar dados pessoais imagens histórias e testemunhos apenas quando autorizado e estritamente necessário ao exercício das suas funções respeitando os princípios de confidencialidade privacidade e proteção de dados aplicáveis;
  • Reportar imediatamente quaisquer suspeitas preocupações ou situações de risco abuso exploração violência ou mau trato através dos canais e procedimentos institucionais definidos sem proceder a averiguações autónomas;
  • Participar nas formações obrigatórias e demais iniciativas de capacitação em matéria de salvaguarda infantil;
  • Integrar os princípios de salvaguarda na avaliação planeamento implementação e acompanhamento da intervenção com cada jovem.

Gestão de Caso e Acompanhamento Individual

  • Assegurar a gestão de caso dos jovens que lhe sejam atribuídos acompanhando o respetivo percurso desde a admissão até à saída da resposta;
  • Estabelecer e manter uma relação profissional de confiança respeito e proximidade com cada jovem adequada aos objetivos da intervenção;
  • Realizar a avaliação das necessidades potencialidades competências fatores de risco e proteção e recursos pessoais familiares e comunitários do/a jovem;
  • Elaborar a avaliação diagnóstica e os documentos técnicos da sua responsabilidade recolhendo e integrando os contributos dos restantes elementos da equipa;
  • Planear implementar monitorizar e avaliar o Plano de Intervenção Individual/Plano Individual de Autonomização (PII/PIA) assegurando a participação ativa do/a jovem na definição dos objetivos e do respetivo percurso;
  • Identificar alterações relevantes na situação ou nas necessidades do/a jovem e propor em articulação com a Direção Técnica e a equipa os ajustamentos necessários à intervenção;
  • Assegurar a continuidade e coerência do acompanhamento promovendo a articulação entre as diferentes dimensões do percurso individual do/a jovem.

Promoção da Autonomia e Intervenção Socioeducativa

  • Apoiar e capacitar os jovens para o desenvolvimento das competências necessárias à transição para uma vida autónoma;
  • Acompanhar os/as jovens na aquisição e consolidação de competências de gestão doméstica financeira e pessoal;
  • Apoiar o desenvolvimento de competências pessoais sociais relacionais e de tomada de decisão;
  • Implementar as atividades e estratégias previstas no programa de intervenção e nos respetivos planos individuais;
  • Promover a participação ativa e a responsabilização progressiva do/a jovem na organização do seu quotidiano e na construção do seu projeto de vida;
  • Acompanhar os/as jovens nas atividades promovidas pelos Apartamentos de Autonomização de acordo com as necessidades identificadas e os objetivos definidos;
  • Acompanhar e avaliar a evolução do processo de autonomização identificando progressos dificuldades e necessidades de intervenção adicional;
  • Contribuir para a preparação da saída e para uma transição sustentada para a vida autónoma.

Avaliação e Acompanhamento Psicossocial

  • Avaliar e acompanhar de forma contínua as necessidades biopsicossociais dos/as jovens no âmbito das competências inerentes à função;
  • Mobilizar conhecimentos relevantes de Psicologia do Desenvolvimento e da Adolescência trauma vinculação resiliência multiculturalidade género e transição para a vida adulta na compreensão e acompanhamento dos/as jovens;
  • Considerar na intervenção os contextos familiares culturais sociais e migratórios relevantes para o percurso de cada jovem incluindo quando aplicável as especificidades associadas à migração e proteção internacional;
  • Adotar uma abordagem integrada e sistémica dos diferentes contextos de desenvolvimento do/a jovem;
  • Identificar necessidades de apoio especializado e propor os respetivos encaminhamentos em articulação com a Direção Técnica;
  • Contribuir para a definição e implementação de estratégias de intervenção adequadas às características necessidades potencialidades e objetivos de cada jovem.

Articulação com Famílias Rede e Comunidade

Promover sempre que adequado ao percurso individual e à medida aplicada a articulação com a família e outras figuras significativas para o/a jovem;

Articular regularmente com os recursos e serviços relevantes nas áreas da saúde educação formação profissional emprego segurança social migração e integração entre outras;

Cooperar com as entidades competentes do sistema de promoção e proteção e demais entidades envolvidas no acompanhamento do/a jovem no âmbito das orientações definidas pela Direção Técnica;

Promover a mobilização dos recursos comunitários necessários ao processo de integração e autonomização;

Contribuir para a construção manutenção e fortalecimento da rede de suporte formal e informal do/a jovem;

Contribuir para a preparação e sustentabilidade da rede de suporte após a saída dos Apartamentos de Autonomização.

Documentação Técnica e Avaliação da Intervenção

Elaborar e manter atualizados os registos e instrumentos técnicos relativos aos processos que acompanha;

Participar na elaboração dos relatórios psicossociais relatórios de execução da medida e demais documentação técnica aplicável;

Assegurar que a documentação traduz adequadamente a evolução do percurso do/a jovem o processo de capacitação para a autonomia e os resultados da intervenção;

Recolher e integrar nos documentos da sua responsabilidade os contributos dos diferentes elementos da equipa e intervenientes relevantes;

Assegurar a qualidade rigor atualidade e confidencialidade da informação e documentação técnica;

Contribuir para a monitorização dos resultados da intervenção e para a identificação de oportunidades de melhoria.

Trabalho em Equipa e Desenvolvimento Técnico

Participar ativamente nas reuniões de equipa espaços de reflexão técnica análise de casos e processos de tomada de decisão conjunta;

Partilhar a informação relevante para assegurar a continuidade coerência e qualidade da intervenção;

Cooperar com os restantes elementos da equipa numa lógica interdisciplinar;

Participar nos momentos de supervisão formação e desenvolvimento profissional definidos pela Organização;

Manter atualizados os conhecimentos técnicos relevantes para a função e contribuir para a sua partilha com a equipa;

Contribuir para a reflexão crítica avaliação e melhoria contínua das práticas e instrumentos de intervenção.

Requisitos

Formação e Experiência

Licenciatura/Mestrado em Psicologia;

Inscrição na Ordem dos Psicólogos Portugueses quando exigível para o exercício das atividades inerentes à função;

Experiência profissional em intervenção com jovens preferencialmente nas áreas da promoção da autonomia integração social e comunitária e/ou no sistema de promoção e proteção;

Conhecimento da Lei de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo e do Sistema de Promoção e Proteção;

Conhecimentos relevantes sobre desenvolvimento na adolescência trauma vinculação resiliência e transição para a vida adulta;

Conhecimentos e sensibilidade para a intervenção em contextos de diversi...